Odilon Cavalcanti: a obra, o atelier e o artista.

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Odilon Cavalcanti :  a obra do artista é o endereço final do seu pensamento,  sentimento e ação.”

 

Seus recentes trabalhos, …, denotam um artista extremamente sensível no uso das cores e é aí que seu produto atinge um nível gratificante como obra de arte visual.
Não quero dizer com isso em absoluto, que em uma leitura conscienciosa dos seus trabalhos os elementos da linguagem mais simbólicos, com leves conotações figurativas, não sejam importantes.

São. Como também as áreas tratadas com elementos de grafismo aleatórios de belíssima textura, ao examinar em todo seu conjunto o trabalho de Odilon Cavalcanti pude observar o seu interesse e sua devoção pela busca da claridade, isto é, na criação da luz e seus jogos cromáticos emocionantes.
Odilon quase sempre parte do escuro para o claro, criando luz a partir dos tons azulados do cobalto e turqueza e é neste momento que começa a festa para os olhos,quando ele funde em áreas determinadas geometricamente e outras informais: os verdes os magentas, os rosas e os laranjas, algumas vezes cobertos com sutis veladuras, onde, tênues figuras em sépia escura se organizam no espaço em composição, determinando assim o aspecto semântico da obra.
Com isto. o trabalho do artista chega a contagiar o espectador na busca de um elemento surpresa, de repertório conhecido, que é justamente quando o trabalho se completa: obra/espectador.

Maurício Nogueira Lima

Outubro de 1984

 

Exposições Coletivas, Coleções e Projetos:

Exposições Coletivas, Coleções e Projetos : a segmentação que ajuda a entender a origem  concreta da obra de Odilon Cavalcanti.

Navegue nos links clicando abaixo:

 

COLETIVAS:

 

Pernambuco Estética da Resistência:

Exposições Coletivas: pintura 2 Ao som do mar azul
“Ao som do mar azul” Óleo e pastel s/ tela 100×100 cm 1987

COLEÇÔES:

Painéis Cerâmicos:

Coleções: (paineis cerâmicos)assinatura cerâmica
“Assinatura do painel lua” 30x10cm 2002

 

 

 

Grandes Telas:

Coleções: Grandes telas tres formas, tres cores
“Tres formas. quatro matérias, tres cores” Acríica e pastel s/ tela 200x100cm 2013

Universo nu:

coleções: nu sofa
Óleo e pastel s/ tela 100x100cm 1989

Suite Marseille:

coleções : suite Marseille asas da liberdade
Coleção Trajetória:
Coleções : trajetoria sete Nu volão
“Trajetória 7” (O corpo) Pastel, acrílica s/tela 90x120cm 1994

Coleção Sul América:

Coleções (sulamérica) Hora do Almoço
“A Hora do Almoço” Acrílica e guache s/ papel 50×50 cm –1987 Foto:Tadeu Lubambo

Coleção Alquímica:

coleções : alquímica

Esculturas

Coleções : Esculturas Concordância
“Concórdia” Fotografias impressas s/ PV 80x80x50cm 2015

PROJETOS:

Projetos : Maquete Pegasus
“Pegasus” Maquete de objeto espacial. Foto de Odilon Cavalcanti

 

As Exposições Coletivas, Coleções e Projetos serão apresentadas individualmente e com leitura livre da linha do tempo. Sempre comentado(a)s pessoalmente por Odilon Cavalcanti, preservando assim sua validade conceitual e histórica e às circunstâncias que muitas vezes só se tornaram visíveis ao longo de décadas e/ou olhares curatoriais de crítico(a)s e de estudioso(a)s.

É bom que se note que as coleções aqui apresentadas não necessariamente foram desenvolvidas numa linearidade temporal. Muitas vezes certos caminhos surgiam num contexto diferente e só ao longo dos anos, e às vezes décadas aquela obra encontrava seu lugar adequado na totalidade da obra, na Obra Magna, como se refere Odilon.

Exposições Coletivas, às vezes temáticas, exigiam do artista um cuidado especial, na medida que Odilon evoluía como artista dentro do cena artística, passando a participar de mostras e coleções onde a consagração e a importância da obra era o filtro adequado.

Quanto aos Projetos, que são muitos e merecem um capítulo especial no contexto geral da obra, Odilon Cavalcanti, à medida que sua produção foi se diversificando em termos de técnicas e conceito, abrindo espaço para o aparecimento de características que o auxiliaram a mostrar o sentido e o valor exato de seu trabalho: num sentido, de dentro para fora, sua obra se abre agora para uma visão cosmogênica que busca no caminho das estrelas a expressão de uma pré memória ancestral que norteia toda a sua obra e que dá sentido a estas novas manifestações, que buscam no espaço infinito nossas origens e e nosso destino oculto, como é o caso do Projeto Pegasus.

Em outro sentido, projetos de Odilon Cavalcanti nos mostram a necessidade de nos encontrarmos no outro, no Abraço, na inclusão do terceiro. No afeto possível e alcançável.

 

 

 

 

O Artista:

      Foto de Malouh Gualberto, 2005.

O artista e sua obra em seu atelier.

 

 O artista visual Odilon Cavalcanti e sua obra são  vistos, nesta página como significantes e onde o significado é buscado no olhar do público. O processo semiótico que então se dá, é aqui encarado como roteiro curatorial, que se presta ao mesmo tempo a um espelho da arte, como numa fórmula alquímica que o artista manipula porque sabe e ousa, faz e cala “…em seu atelier, longe das demandas do mercado…” como já observava o saudoso crítico Marc Bercowitz em 1989.

Nesta página o leitor interessado vai poder encontrar o acesso à informações biográficas e históricas mas também acessar seu trabalho em cidadania, no qual Odilon, sempre com centralidade em arte, documenta o trabalho que desenvolve e/ou desenvolveu em várias instituições e que, além da satisfação e gratificação, lhe garante várias experiências importantíssimas tanto para seu trabalho de arte quanto para o seu crescimento espiritual e pessoal e que lhe garantiu uma visão da função social da arte que

O artista construiu ao longo dos últimos quase 50 anos uma obra que finalmente pode ser apresentada inteira ao público ainda que seja vista através de uma ferramenta erguida pelo próprio artista,  a quem se credite  eventuais acertos e enganos.

 

O Pensamento:

Quantos braços cabem num abraço?

Quem me conhece sabe que eu sou devagar. Devagar no falar, no agir e também no pintar. Gosto de depurar uma obra ao longo de um tempo, às vezes longo. Se a obra é de grande formato, aí então… Para mim o compromisso deve ser com a obra e não com a produção. Essa é …

Faz-se espelhos da alma sob encomenda.

Ao chegar perto dos 50 anos de pintura descobri que não sou exatamente um pintor: sou  apenas um fabricante de espelhos da alma, para pessoas interessadas em acompanhar seu próprio crescimento espiritual. Isso se dá pelo meu desprezo profissional ao mercado de arte, suas regras, modelos de comportamento, referências, etc. Nunca respeitei estas regras e …

O tempo, o rastro, a obra

Hoje completo sessenta e cinco anos de vida  pensando nos cinquenta de obra. Para um artista, principalmente para um pintor, para quem aproximar-se dos cinquenta anos de trabalho é considerado como tempo mínimo de maturação de uma obra, segundo alguns dos mais importantes deles. O pintor completo. É que, muito além do talento, da habilidade …

O Atelier:

Painel Cerâmico de identificação

 

O Atelier Odilon Cavalcanti é o espaço sagrado no qual o artista desenvolve a obra.

 

Esta página, além de algumas informações básicas,  foi feita para estreitar contato direto com o público e admiradores da obra de Odilon Cavalcanti, portanto, é aqui  que o artista se sente mais à vontade para receber visitas interessadas em seu trabalho, em seu convívio e seu mundo.

Nesta visita ao Atelier talvez possa vir a saber histórias dele e de seus colegas artistas, histórias provenientes de diversas regiões e países por onde o artista morou ou passou se encontrar um Odilon Cavalcanti mais falante. Coisa rara,

Histórias de vida que Odilon Cavalcanti toma como lições, procurando aprender com o que não domina. Olhos abertos ao mundo, olhar mais autocrítico do que olhar crítico, por acreditar que conhecer-se é a ferramenta ideal para trazer ao mundo o que lá não está. Dar vida à matéria inanimada. É conhecendo-se que se dá a conhecer. É se dando a conhecer que conhece o mundo, é conhecendo o mundo que se percebe no outro, o que o leva novamente para o conhecimento próprio;

Neste fogo de roda, nessa rota que Odilon aquece  o forno da obra, o seu athanor, seu vaso sagrado. Não é à toa que seu atelier tem, como acesso, uma cozinha onde prepara seus materiais , sua química, seus pigmentos, onde prepara  a trama do suporte da nova vida que será criada sobre ele.

É por essa “cozinha”,  que o visitante tem acesso ao restante do espaço do atelier que Francisco Brenand  anteviu e descreve imaginária e magistralmente em seu texto crítico que consta do catálogo da exposição individual “O Tempo” no Ibeu – Copacabana em 1989.

 

Para conhecer um pouco mais como o ambiente  participa da obra de Odilon, em breve renovaremos um link para vídeo do Atelier Odilon Cavalcanti  que lhe deseja uma boa e inspiradora visita.