Obra rara:

Obra rara em conceito, no uso das cores, das técnicas, na filosofia e nos objetivos. Confira e escolha por onde começar:

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Individuais:

capa de "Exposições Individuais"
“As Quatro Cores da Obra” 132×88 cm Acrílica e Pastel s/ Tela 1990

 

A obra rara de Odilon Cavalcanti vem sendo construida ao longo dos últimos 50 anos, trabalhando em silêncio quase completo, pontuado por raras exposições individuais e longe das festas e holofotes. Odilon desenvolveu uma obra profusa e abrangente que, aos poucos foi se consolidando em séries, coleções e projetos que este site pretende recuperar para o maior público possível.

“A totalidade da obra do artista, seu conjunto, é o seu verdadeiro legado: uma obra rara e de valor.”

 

Há de se perceber que o conjunto da obra, que Odilon chama de “Obra Magna” é maior que a simples soma das partes, já que oferece a possibilidade de uma leitura reflexiva que possibilita perceber uma intenção inconsciente e no entanto unificadora. Na procura constante dele próprio em cada obra, o artista percebe no seu conjunto, que realiza sua trajetória no outro, no interlocutor de uma linguagem que tem na sua própria vida léxico, nexo e daí a raridade da obra que a valoriza com suas escolhas.

Uma obra rara e atemporal.

Odilon participa da contemporaneidade mas, conscientemente escolhe as matérias, as técnicas, e suportes da Tradição da pintura, para revelar sua contribuição à Ruptura na forma raríssima de uma poética atemporal, resgatando para a sua arte o objeto de filosofia criativa:

…”imóvel, mas não inerte”….

Em seu atelier, hoje na Serra da Cantareira, SP – Odilon trabalha e reflete sobre sua obra e seus significados e significantes para entender o que está manifesto além de seus signos e símbolos, seus desígnios que o seu desenho total da obra lhe mostra.

Odilon Cavalcanti está certo de que a compreensão desta linguagem é a pedra filosofal que lhe trará a consciência da razão de sua existência e a plena expressão de seu significado.

“Durante anos – diz o artista – achei que sofria de uma grave doença, que era ser artista e sofrer as dores da criação, do convívio com um mercado regido pelo “gosto” , e de uma cultura regida pelos “ismos” , até que, ao ver o trabalho de crianças do projeto social com centralidade em arte que então criara e do qual era curador desenvolveram linguagem própria coletivamente em pouquíssimo tempo, descobri que a doença era outra: a doença era de toda a sociedade.                                                                                        A arte, o verdadeiro e definitivo remédio para ela, o elixir universal que a alquimia sempre prometeu e eu tivera a sorte de, como curador, dosar e ministrar com sucesso.

caos expressivo simbolizando o fim do mundo
“Às vésperas do fim do mundo”
Acrílica e pastel s/ tela
200x140cm
2005

Assim,  as séries, coleções e projetos serão aqui apresentadas conforme sua analogia temática, de técnica, de formato e história. As exposições individuais, em ordem cronológica.